Você ainda vai continuar na inércia?

  • Por: Amaury Rausch Mainenti OAB-MG nº 86.310
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Segundo levantamento da Boa Vista SCPC – Serviço Central de Proteção ao Crédito, somente no 1º semestre deste ano 1.098 empresas quebraram no Brasil, vitimadas pela crise que assola a economia.

A reeleição de Dilma Rousseff à Presidência da República, a indefinição política, os escândalos diários envolvendo o mau uso do dinheiro público e aquela sensação de que a corrupção pé uma chaga sem remédio, cobra o seu preço. Só na Postalis (o instituto de previdência dos Correios) o rombo decorrente da corrupção alcança cifras astronômicas e assusta a qualquer um de nós.

Infelizmente, a má escolha dos nossos representantes – esses seres trevosos e verdadeiros carniceiros que infestam a vida política do Brasil –, cobra agora o seu preço. Mas não podemos condenar a ampla quantidade de brasileiros, vítimas desse sistema pernicioso de dominação, que ainda insiste em manter vasto contingente de pessoas em condição de absolutos analfabetos totais ou funcionais, por força da educação insuficiente fornecida pelo estado.

Esse preço está sendo pago por todos nós, brasileiros, indistintamente. Infelizmente, sofre mais a camada da população que confiou exageradamente nas falácias da campanha presidencial, que ocultou dolosamente a situação econômica do País, em prol de um projeto de poder nefasto, mas que não resistiu à realidade dos fatos.

Mas, circulando por este vasto rincão mineiro, observamos que alguns municípios vêm adotando medidas para atrair investimentos e geração de empregos, concedendo áreas de terreno para que empresas se instalem em seus territórios. É algo que o empresário pode lançar mão – uma alternativa viável para continuar a explorar sua atividade.

É justamente nesse momento de crise que se torna necessário, mais ainda, rever o próprio negócio. Existe um sem número de medidas que podem contribuir significativamente para o aumento da sua lucratividade, reinvestindo parcela dos lucros na própria empresa, não importando o tamanho da pessoa jurídica. Citamos, a título de exemplificação, e que já apontamos em artigo anterior:

a) Se for viável, a mudança do local de funcionamento da empresa, com pagamento de aluguel e demais despesas inerentes à locação em patamar mais favorável, ou mesmo a eliminação desse custo, como nos casos em que o município concede a área/galpãp para instalação do empreendimento;

b) Revisão das rotinas de folha de pagamento, com contratação de outros profissionais em substituição aos atuais, com salário fixo mais baixo e pagamento de comissões progressivas sobre vendas, fomentando assim a inciativa de busca de novos clientes;

c) Revisão do preço de venda dos seus produtos;

d) Revisão das rotinas de compras e vendas, incluindo maior prazo para pagamento e menor prazo para recebimento;

e) Maior efetividade no recebimento dos seus passivos;

f) Implantação de rotinas eficientes de fluxo de caixa;

g) Alterações na forma de tributação. Nem sempre a escolha pelo SIMPLES pode ser a melhor para a pessoa jurídica. Devem ser analisadas as vantagens de se mudar de um para outro regime de tributação, bem como as consequências de tais mudanças.

Estas e outras medidas podem ser adotadas, variando quanto ao objeto social da empresa.

Independente da crise atual (que não é a primeira, tampouco a última que iremos enfrentar), certo é que o empresário deve incorporar em seu modo de conduzir os negócios a rotina de revisão permanente dos controles gerenciais sobre seus ativos e passivos, buscando geri-los sempre com maior eficiência, a fim de atingir os resultados (leia-se lucro) que almeja.

De nossa parte, temos atuado de forma decisiva junto a diversos empresários, auxiliando-os em inúmeros processos de reestruturação empresarial. São mais de 30 anos de atividades na área de auditoria e perícia contábil, consultoria tributária e trabalhista.

Lembre-se sempre: “Depressões econômicas são uma bênção disfarçada, pois estabelecem um novo ponto de partida, dando a todos outra oportunidade.” (Napoleon Hill)

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