De acordo com a Pesquisa Global de Crimes Econômicos de 2014, divulgada pela PwC do Brasil, aproximadamente um terço das empresas brasileiras foram vítimas de alguma espécie de crime econômico.
Segundo a citada Pesquisa, a maioria dos crimes – cerca de 44% do total – ocorreu na área de compras, particularmente em questões ligadas à seleção de fornecedores e preferências na aquisição de insumos produzidos por determinadas empresas.
Acredita-se que as fraudes ocorreram, em sua maioria, face à existência de falhas ou brechas nos controles internos das pessoas jurídicas vitimadas pela ação dos fraudadores.
O controle interno, como cediço, compreende o plano de organização e todos os métodos e medidas adotadas na empresa para salvaguardar seus ativos, verificar a exatidão e fidelidade dos dados contábeis, desenvolver a eficiência nas operações e estimular o seguimento das políticas administrativas prescritas pela alta administração da pessoa jurídica (PJ).
Assim, o controle interno, em síntese, faculta à administração:
a- que os demonstrativos econômico-financeiros representem a real posição da PJ, permitindo o acompanhamento do seu desempenho face à política de crescimento adotada;
b- prevenção de fraudes e identificação em tempo hábil, em caso de sua ocorrência, a fim de determinar sua extensão e efeitos;
c- aumento da eficiência operacional e racionalização de funções, com enfoque na adequacidade da segregação de funções, o seguimento à política de qualidade traçada e o atendimento às normas internas definidas em manual de organização;
d- salvaguarda dos ativos contra utilização indevida por parte de terceiros.
Certo é que controles internos deficientes podem acarretar a descontinuidade das operações da pessoa jurídica, independentemente do seu porte, haja vista que aqueles podem ser ajustados em função da natureza das operações da sociedade.
Em nossa página, apresentamos o curso intitulado “Organizando a Empresa: implantando controles internos eficientes”. Faça o seu cadastro para a próxima turma.
Coemntários
Sem comentários to “Controle Interno: ferramenta de gestão”
No comments yet.