Pecuária de Corte tem espaço para crescer

  • Por: Release da Web - Rausch Mainenti
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Para alcançar o potencial de crescimento da atividade em Minas, o estudo mostra que os pecuaristas precisam dar mais atenção à gestão do negócio, ampliar o uso de assistência técnica e investir mais na recuperação de pastagens e no melhoramento genético do rebanho.

O trabalho realizado pelo Inaes é o primeiro a fornecer dados sobre a produção de bovinos de corte no Estado. Investigou os aspectos econômicos, sociais e ambientais de diferentes sistemas de produção adotados em propriedades nas quatro principais regiões produtoras.

O diagnóstico do setor de produção de gado bovino mostrou que 79,8% das pessoas em atividade são casados, 87,6% têm filhos e 70% deles acreditam que seus filhos assumirão os negócios. Dos produtores, 19,5% têm ensino fundamental completo, 28,1% ensino médio; 44,5% têm graduação e 7,8%, pós-graduação. Mais da metade têm curso superior.

Entre os herdeiros, 16,2% têm ensino fundamental, 22,8% têm ensino médio; 61% graduação; e 18,5% são formados em ciências agrárias. O tempo de atuação dos produtores de gado em Minas Gerais é de até 10 anos para 25,2% dos entrevistados; de um período entre 11 e 20 anos para 31,5% ; de 21 a 30 anos para 18,9%; e mais de 31 anos para 24,4%. Apenas 1 em cada 4 pecuaristas de corte ingressou na atividade nos últimos 10 anos.

Para 37,9% dos produtores, a principal dificuldade para se estabelecer na atividade é financeira. Para 36,3% é adequação técnica; para 15,3% é a mão de obra, enquanto para 10,5% é a inserção no mercado ou adequação ambiental.

Atualmente, a principal dificuldade da atividade é a mão de obra, na opinião de 34,7% dos entrevistados; técnica, para 29,3%, financeira, para 21,8% e o mercado, para 14,3% dos produtores do setor.
Crédito – Apenas 21,5% usam algum tipo de financiamento do governo e só 22% conhecem linhas de crédito subsidiadas como o programa ABC. Do total, 93% dos pecuaristas apostam que a intensificação da atividade é uma tendência que se manterá ou aumentará. Mas apenas 33% dos pecuaristas entrevistados contratam assistência técnica.
Entre os produtores, 67,7% estão otimistas quanto ao futuro da atividade; consideram a pecuária de corte como atividade ou mercado promissor, com perspectiva de crescimento de mercado, principalmente externo.

Quanto à pretensão de intensificação da atividade, 88% pretendem manter ou aumentar; 12% irão diminuir ou ainda não sabem Em relação ao acompanhamento da atividade, 2,4% fazem acompanhamento técnico; 13,4% fazem financeiro; 12,6% fazem técnico e financeiro e 71,7% não fazem.

Da forma de controle, 19,4% fazem no caderno; 11,6% financeiro; 7,8% por meio de software; e a grande maioria, 61,2% não faz. Em resumo, o que o estudo apontou foi que a maioria dos pecuaristas não faz planejamento ou qualquer tipo de controle técnico e/ou financeiro da atividade.

Informações Faemg

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