Tem-se divulgado algumas notícias que, lamentavelmente, tem conduzido a uma falsa percepção do trabalho do advogado, associando-o, em muitos casos, à ideia de um ser destituído de sentimentos, sem comprometimento com a ética coletiva, a ética profissional e sem ética pessoal, interessado tão somente em polpudos ganhos financeiros. Constrói-se assim, no inconsciente coletivo, uma falsa ideia de que o advogado é mentiroso, manipulador, asqueroso e falso por natureza.
Ora, convenhamos: profissionais sem ética, ardilosos, manipuladores os há em toda e qualquer profissão. Não é a escolha da atividade profissional que faz com que o indivíduo se torne um ser pouco apreciável, moralmente e profissionalmente falando. É o próprio ser humano que joga por terra o esforço de um sem número de indivíduos, que labutam diuturnamente para que o direito e a justiça não sucumbam ante o interesse dos mais poderosos, mormente em um planeta em que a desigualdade social e o egoísmo – esse, de todos, o maior dos males, lamentável resquício das fases primitivas do homem – ainda se constitua em marca registrada dos seus viajores.
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