Segundo o Jornal Diário do Comércio (edição nº 22.746, de 24.10.2014, fl. 16), “O fraco desempenho da economia brasileira, em recessão técnica, tem pouco a ver com uma crise internacional e está mais ligado à desaceleração da demanda doméstica e à redução dos investimentos na produção. A visão, contrária aos argumentos da presidente Dilma Rousseff e do ministro da Fazenda, Guido Mantega, não vem da oposição ao governo, mas de uma ampla análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)”.
E acentua, ao final, após indicar que o Brasil crescerá apenas 0,3% neste ano: “Na média, o governo Dilma Rousseff deve encerrar com um avanço do PIB de 1,6% do PIB (sic), desempenho inferior apenas ao de Floriano Peixoto (1891-1894) e de Fernando Collor (1990-1992), entre todos os presidentes.”
O que chama a atenção é que não se tratam tais argumentos de uma retaliação de partidos de oposição ao atual governo. É um renomado Instituto de pesquisa que ora vem a público demonstrar os riscos atuais. Também se deve destacar que, em relação aos dois ex-presidentes citados, a situação enfrentada pelos mesmos era nitidamente diferente: Floriano Peixoto assume a Presidência de uma República então nascente. Já Fernando Collor encontra um País com inflação deixada pelo governo Sarney na casa dos 80% ao mês. Não se assuste, leitor! É isso aí: 80% ao mês! Essa era a realidade do Brasil antes do Plano Real, implantado em junho de 1994.
Ora, a atual presidente não encontrou nenhuma situação adversa que impedisse o crescimento do Brasil!
Ou seja, em 12 anos de atuação e, particularmente nos últimos 4 anos, a economia brasileira teve um dos piores momentos da sua história!
Relembrando o passado, passado os momentos iniciais da chegada dos militares do poder, os leitores mais velhos lembrar-se-ão do famigerado “Milagre Brasileiro”, quando então a nossa economia teve seu crescimento mais expressivo. Logo depois, a inflação galopante infernizou a vida dos brasileiros!
As pessoas nascidas após 1994 não tem ideia do que a inflação faz com o orçamento familiar. Não se podia planejar nada! Chegava-se ao supermercado pela manhã e à tarde os produtos se encontravam com preços diferentes.
A longa permanência de um mesmo partido político no poder, infelizmente, tem o condão de prejudicar um trabalho que foi feito anteriormente.
Reelegendo Dilma Rousseff – após todos os movimentos populares por mudanças, ocorridos no ano passado, e que foram literalmente debelados pelas hordas de baderneiros pagos que os infestavam – não haverá mudanças na política econômica, aumentando ainda mais o aprofundamento da recessão com consequente perda de postos de trabalho e tantas outras conquistas obtidas pós Plano Real.
Reelegendo Dilma Rousseff, estaremos consolidando uma segunda ditadura no Brasil, vez que o partido que ela representa estará dominando a vida política por quase todo o período que os militares se mantiveram no poder.
Em suma, as consequências advindas da perpetuação de um mesmo partido político na condução dos destinos de uma nação são notoriamente nefastas.
Não é sem outra razão que se tem uma “dança das cadeiras” (revezamento republicanos x democratas) no país que é historicamente considerado o baluarte do Federalismo: Estados Unidos da América.
Aqui também é hora de se fazer mudanças. Fosse qual fosse o adversário da atual presidente, a troca de mando é necessária. É a vida de todos nós que está em jogo. O futuro de nossos filhos e dos filhos de nossos filhos.
É necessário que o Brasil volte a crescer. Há, hoje, uma sensação de perda de identidade do brasileiro. O país está dividido entre aqueles brasileiros cumpridores das leis e aqueles que somente querem ganhar vantagens, calcados na máxima maquiavélica de que os fins justificam os meios.
Nunca a sensação de insegurança, de impunidade, de violação aos direitos individuais (mormente os de propriedade e de ir e vir), patrocinadas tanto pelo Estado quanto por nossos compatriotas, esteve tão presente em nosso cotidiano.
Urge fazer mudanças! O Brasil precisa assumir papel de expressão na ordem mundial. Tem que ser respeitado.
O povo precisa entender que ele tem direito a mais do que uma mera bolsa-família. Ele tem direito a uma vida digna, com mais saúde, mais habitação, mais segurança, mais empregos, melhores salários, mais educação de qualidade e não a falsa promessa de um diploma de curso superior, que hoje não lhe garante a transferência de extrato social.
Diziam os antigos filósofos gregos que uma pessoa somente poderia exercer um mandato eletivo uma vez. Assim ela pensaria duas ou mais vezes antes de aprovar uma lei que ela seria obrigada a, futuramente, cumprir.
Já apontava Platão: “Tal homem, tal Estado. Os governos variam como variam os caracteres dos homens, (…) os Estados se compõem das naturezas humanas que neles existem; o Estado é o que é porque os seus cidadãos são o que são. Portanto, não devemos esperar ter melhores estados enquanto não tivermos homens melhores.” (Durant, Will. A História da Filosofia. Trad. Luiz Carlos do N. Silva. São Paulo: Nova Cultural, 1996, p. 46).
Importa, pois, encerrar este texto com as palavras de Santo Agostinho: “A Esperança tem duas filhas lindas: a Indignação e a Coragem. A Indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a Coragem, a muda-las”.
Que neste próximo domingo não nos esqueçamos da Indignação, face às recentes ocorrências de mal uso do dinheiro público, tampouco da Coragem, para promovermos a dança das cadeiras na condução do Executivo Nacional.
Coemntários
Sem comentários to ““Premente renovação!””
No comments yet.