Que dias são esses, que estamos a vivenciar?
Nunca a vida humana valeu tão pouco.
A falta de diálogo pode causar prejuízos inenarráveis.
O brasileiro, certamente pela certeza da impunidade que grassa nessas terras dadivosas, está irreconhecível.
Assusta-nos, sobremaneira, os acontecimentos desses tempos hodiernos.
Nada, absolutamente nada justifica um homicídio ou sua tentativa.
Contratos firmados e eventualmente descumpridos, independentemente do motivo, podem ser submetidos à acurada apreciação dos digníssimos seres humanos que compõem o Poder Judiciário.
O contratante não é obrigado a manter, ad eternum, sua relação profissional com esse ou aquele prestador de serviço, por exemplo. Tampouco este último está atrelado àquele. Por isso existem as cláusulas rescisórias nos contratos. Basta tão somente aplica-las.
Porém, as regras de civilidade – parece-nos – se perderam em algum desvão da escalada evolutiva do homem.
Enquanto assistimos à quase inexistência de crimes em alguns países socialmente mais avançados, como na Islândia, Suécia e República de San Marino, o Brasil vai se tornando um território inabitável.
Não seria isso uma consequência da adoção de políticas equivocadas, com abolição de encarceramentos ou a existência de uma tolerância doentia com a prática de delitos?
Com o devido respeito aos nossos colegas e alunos, aqui devem ser relembradas as palavras do Maior Homem que já andou por essas plagas, em texto lavrado por Mateus (24. 12:13):
“Jesus saiu do templo e, enquanto caminhava, seus discípulos aproximaram-se dele para lhe mostrar as construções do templo. (…)
Cuidado, que ninguém os engane. (…). Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará, mas aquele que perseverar até o fim será salvo.”
Amor!
Nunca este vocábulo foi tão decantado e tão vilipendiado!
Ousamos aqui colacionar este pequeno excerto, extraído das páginas desta famigerada obra:
“Amor, no sentido profundo do termo, é o homem ser leal, probo, consciencioso, para fazer aos outros o que queira que estes lhe façam (…)”.
(KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Trad. Guillon Ribeiro. 130ª. Ed. 1ª reimpressão. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2011, p. 209).
Sem mais, pois as imagens falam mais do que todos os léxicos do mundo.
FONTE:
https://www.migalhas.com.br/quentes/387009/stf-nega-liberdade-a-homem-que-baleou-advogada-por-dever-honorarios?U=h6jW5q&utm_source=informativo_click&utm_medium=3852&utm_campaign=3852
HC 226654
https://portal.stf.jus.br/processos/downloadPeca.asp?id=15358160088&ext=.pdf
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